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A MARATONA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA

 

Fonte: Edson Carvalho

10 de Julho de 2010

         

                                                  A MARATONA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA

                                                                                                                                                                                                                         Edson Carvalho

 

 

          Desde 1925 acontece todos os anos a tradicional Corrida Internacional de São Silvestre. Nesses 85 anos, o Brasil é o país com maior número de vitórias, somando 27 vitórias, distribuídas por atletas que venceram por mais de uma vez. Atrás do Brasil está o Quênia, com 12 vitórias e vencedor da última prova realizada no final de 2009 pelo atleta James Kipsang. O atleta com maior número de vitórias é o queniano Paul Tergat com 5 vitórias (95, 96, 98, 99 e 2000).
         Para que o atleta participe da corrida ele precisa se enquadrar nas regras da prova, regras gerais e específicas para todas as categorias, como também bonificações para todo atleta que completar o percurso da corrida em conformidade com os regulamentos.
         O autor do texto de Hebreus 12.1-14 fala-nos de uma corrida que nos foi proposta e que nós a ceitamos desde que nos convertemos ao Senhor. È a maratona da fé que vai durar por toda a nossa vida com Deus aqui neste mundo. Essa corrida não é uma competição como a de São Silvestre, todos os que chegarem ao seu final serão premiados. Não temos competidores, mas temos amigos e inimigos. Diz-nos o texto que estamos cercados de uma nuvem de testemunhas. De um lado temos os anjos do Senhor, a Igreja, os irmãos torcendo pela nossa vitória; do outro lado o nosso inimigo, os demônios, o mundo e o pecado tentando embaraçar-nos e derrubar-nos, diminuir a nossa velocidade, nossos passos rumo à vitória. Em algumas ocasiões essa opressão e tamanha que chegamos a ficar como diz nos versículos 12 e 13, a mãos cansadas, os joelhos desconjuntados, manquejando até, mas não caímos e se, porventura cairmos, o Senhor nos levanta e nos ergue com o Seu braço forte. Não podemos retroceder. 
          O escritor fornece-nos algumas dicas para corrermos melhor e até o fim essa maratona da fé:

 

1 - Deixar de lado tudo o que nos atrapalha de correr (embaraço) e o pecado que tão de perto nos rodeia, querendo nos envolver, v. 1ª. O que tem te atrapalhado de correr, de correr mais rápido e corretamente essa corrida da fé? Se medirmos a nossa corrida desde o ponto de partida (quando assumimos um compromisso com Ele) poderíamos ficar satisfeitos com a pontuação, com a classificação, com o resultado?

2 - Correr com perseverança, v. 1b. Não adianta correr depressa e ficar pelo meio do caminho. O segredo é correr com paciência, constância e perseverança. Na história da corrida de São Silvestre estão listados muitos campeões. No capítulo 11 de Hebreus estão listados os nomes dos homens e mulheres de Deus que compõem a galeria dos heróis da fé: Abel, Enoque, Noé, Abraão, Sara, Isaque, Jacó, José, Moisés, Josué, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Samuel, Davi, os profetas, os discípulos e apóstolos. Se estudarmos a vida desses atletas espirituais, descobriremos que a corrida deles foi tão difícil quanto a nossa está sendo; eles enfrentaram embaraços e fraquezas como nós, mas, diz-nos o escritor algo glorioso acerca deles no versículo 16: “Deus não se envergonha deles e nem de ser chamado seu Deus”. Nos versículos 38-40 diz que “o mundo não era digno deles”. Embora tendo crido na promessa de um Salvador, de um Redentor, de um Messias, embora tendo abraçado essa promessa, alguns deles, os Antigo Testamento não viram a promessa acontecer, mas eles perseveraram crendo que precisavam conquistar não a pátria terrena apenas, mas a celestial, onde seriam recebidos pelo Salvador. Esforcemos e lutemos para chegar até o fim da corrida, Ap 3.21. Precisamos correr para chegar ao final. Para os homens e mulheres de fé não vale a intenção de chegar ao fim, queremos chegar ao fim. O que importa para o atleta de Cristo não é participar da corrida, mas a conquistar a vitória. Alguém já disse acerca da fé: “A fé que Deus aprova é aquela que pode deixar nas Suas mãos as Suas promessas, para Ele as cumprir segundo a Sua vontade”.

3 - Na corrida, precisamos estar conscientes de que o maior perigo que nos confronta é a tentação de ceder ao pecado, de voltar ao “Egito”, de onde saímos e de nos tornarmos de novo cidadãos deste mundo.
3.1 - Para que isso aconteça temos como inimigos a nossa própria carne guerreando contra o nosso espírito para que a obedeçamos; temos o mundo com os seus atrativos prazeres e sistemas; e temos o inferno todo tentando parar-nos, dificultando a nossa corrida espiritual e material também.
3.2 - Para que isso não aconteça (ceder ao pecado, voltar ao “Egito”, se tornar de novo um cidadão do mundo) precisamos:
a) Olhar para Jesus, o autor e consumador da fé, v.3. Pela alegria da vitória, ele suportou a cruz, desprezou a afronta e assentou-se à destra do trono de Deus, v.2.
b) Considerar (pensar bem) sobre o que Ele suportou, v.3. Ele é o maior exemplo que temos de confiança em Deus, de dedicação à vontade do Pai, de oração, de resistência às tentações, de perseverança nos sofrimentos, de lealdade e fidelidade a Deus até o fim, concluindo a obra que o Pai lhe confiou pra fazer.
c) Aceitar como filhos a disciplina, a correção de Deus, como nosso Pai, v.5-11. Quando nos embaraçamos com as coisas desta vida e com os pecados deste mundo, Deus usa o método paterno eficaz para aqueles que são filhos legítimos, a disciplina. As dificuldades, as lutas, as provações e as aflições serão permitidas para forjar em nós um caráter de santidade, de confiança e fé nele, v.10 e 14. A disciplina de Deus é a prova da nossa filiação com Ele, a garantia do seu amor e cuidado, v. 7 e 8.

Conclusão:

            Ao sermos disciplinados pelo Senhor, dois resultados podem acontecer, dependendo da nossa atitude:

 

- Suportamos as dificuldades às quais Deus nos permite passar, submetendo-nos à Sua vontade e continuamos sendo fiéis, correndo em direção ao prêmio da nossa vocação, a coroa de glória, a coroa da vida.
- Desprezamos a correção de Deus, rebelamos contra Ele por causa da dor e do sofrimento e voltamos para o mundo ou caímos numa apostasia espiritual, uma vida cristã morna, infrutífera e materialista, vivendo uma relação com Deus apenas de aparência e que nos levará para longe do Senhor.
           Qual será a nossa escolha? Nessa altura da maratona da fé, o Senhor quer renovar as nossas forças, nossa aliança com Ele. Ele tem água da vida para a nossa sêde, pão da vida para a nossa fome, descanso para a nossa fadiga, cura para as nossas feridas, alívio para os calos e remédio para a nossa dor. Ele nos dá o Seu Espírito para correr conosco até o fim. Não é hora de parar. Até que acabemos a carreira, guardemos a fé, sejamos fiéis até a morte, para que recebamos das mãos do Senhor . 
           “Eis que cedo venho e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra”, Ap 22.12.

 



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